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A cidade das cem pontes

Wroclaw é a terceira maior cidade da Polônia, com aproximadamente 650 mil habitantes. Esta localizada na Silésia, região de muitas riquezas minerais, historicamente dividida entre Polônia, República Checa e a Alemanha.

A cidade foi fundada no século X por um príncipe tcheco. Desde então, foi governada por polacos, tchecos e austríacos, além de sofrer em dois momentos o domínio germânico. No fim do século XVIII, quando a Polônia deixou de existir como país, essa região foi dominada pela Prússia. Mais tarde, na II Guerra Mundial, foi invadida pela Alemanha.

Durante a guerra, os habitantes locais foram expulsos, a maioria levados a campos de concentração ou de trabalhos forçados. Assim, apenas os soldados alemães permaneceram em Wroclaw e ali ofereceram uma dura resistência às potências aliadas. Com isso, 60% da cidade foi destruída. Um dos edifícios mais devastados foi o da Catedral, onde a destruição chegou a 70%.

Ao fim da Guerra, o território voltou a pertencer à Polônia. Infelizmente, não havia muitos de seus habitantes nativos para repovoar a cidade. Assim, vieram para Wroclaw os polacos expulsos de territórios ao leste, que foram perdidos pela Polônia depois da Guerra.

Hoje há um esforço do governo local para devolver a posse de prédios desapropriados durante o regime comunista. Infelizmente, nem sempre se encontram as pessoas que têm direito às edificações e vários prédios permanecem sob posse da prefeitura.

Mas nem só de histórias de guerra sobrevive a cidade. Por alguns é considerada a Veneza da Polônia. Isso se deve ao rio Odra que banha a cidade e se divide em vários canais. Por isso, Wroclaw possui mais de cem pontes. Uma delas é conhecida como “Ponte do Amor” e, nos últimos anos, surgiu um costume interessante: casais enamorados levam um cadeado com os seus nomes, fecham-no na ponte e jogam a chave no Rio Odra. Assim, simbolizam a eternidade de seu amor.

Cadeados na ponta sobre um dos canais do Rio Odra


A cidade possui também 12 ilhas, das quais cinco estão na região central, e mais de cem pontes. Uma dessas ilhas é chamada de ‘O Vaticano da Polônia’ porque, além de abrigar várias Igrejas, é onde se concentra o poder regional da igreja católica.

Wroclaw se destaca no campo do conhecimento. Nessa cidade, Nicolau Copérnico viveu durante oito anos. Oito também é o número de ganhadores do Prêmio Nobel que estudaram na Universidade de Wroclaw, uma das mais importantes do país.

Esta cidade é um importante destino turístico da Polônia. No centro, os turistas podem observar a segunda maior praça polaca, que mede aproximadamente quatro hectares, ficando, em tamanho, atrás apenas da praça de Cracóvia. Além de uma das maiores, é certamente uma das mais belas.



Um prédio localizado nesta praça chama a atenção de quem passa por sua beleza e riqueza de detalhes, é o prédio da antiga Câmara Municipal, onde atualmente funciona um museu. Construído no século XIII e reconstruído nos séculos XIV, XV e XVI, o edifício traz uma mistura de elementos góticos e renascentistas. É o prédio gótico civil mais importante da Europa.

Nos porões da antiga Câmara Municipal está localizada uma das mais antigas cervejarias do mundo, que surgiu no mesmo período que a cervejaria de Praga, na república Tcheca.

Prédio antigo da Câmara Municipal, localizado na Praça Central


A poucos metros da praça central, também é possível saborear um virado paulista ou qualquer outro prato típico brasileiro. É uma boa pedida para quem, em poucos dias fora do seu país, sente aquela saudade imensa do simples feijão com arroz.

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A cidade das cem pontes

Sobre este blog

Se tenho um blog e tenho um trabalho de faculdade a fazer, porque não compartilhar essas histórias? Decidi escrever aqui sobre as pessoas que encontro durante a realização do projeto experimental para conclusão do curso de Jornalismo na UFSM. Espero que a leitura desses erelatos seja um prazer.

Quem sou eu

Brazil
Estudante de jornalismo. Uma polaca paranaense perdida nas terras gaúchas, mas que não esqeceu suas origens, pois, como disse Paulo Leminski, "pinheiro não se transplanta".

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