Procuram-se heróis de verdades

Em um dos meus momentos saudosistas, estive pensando na minha infância. Dentre as inúmeras recordações, uma coisa me chamou atenção, a capacidade que tinha de acreditar em heróis. Lembro-me de passar horas no quintal de casa com irmãos e amigos imaginando vilões para serem combatidos, aquela típica visão romântica do bem contra o mal.

Encontrávamos nos desenhos animados inspiração para nossas odisséias. Lembro até hoje da risada maligna do Esqueleto, que só podia ser detido pela força incrível de He-men. As aventuras vividas por aquele grupo de crianças na Caverna do Dragão também era um combustível e tanto para imaginação, quantas vezes fantasiei uma batalha contra o Vingador e um encontro inesperado com o Mestre dos Magos. Também não dá para esquecer do Capitão Planeta, que além de enfrentar mentes perversas, dava dicas de como preservar a Terra.

Hoje em dia, passados alguns anos, ficou mais difícil acreditar nos super-heróis. Mas a luta contra o mal continua, e os inimigos são inúmeros: o defenestrador de identidade secreta, que ataca uma criança indefesa; o grupo de invasão coletiva, prejudicando pesquisas científicas e exploradores sexuais que surgem a cada dia. Há também, os vilões escondidos atrás da cara de bom moço e do discurso bonito, sabe como é, ano eleitoral. Dentre tantos, inimigos o que mais tem atemorizado as autoridades é o Aedes Egipty. O pequeno mosquito prova que tamanho não é documento, tem feito vítimas e se alastrado à custa do descaso da população.

Mas ao que parece, o time do bem anda meio desfalcado. Em meio a tantos problemas, em quem nós vamos depositar nossa confiança para nos proteger do perigo iminente? No time do interior prestes a chegar à final do Gauchão ou na Miss Brasil que vai levar a beleza gaúcha para o mundo todo? Nenhum me parece muito convincente. Talvez seja melhor aguar pelo Capitão Planeta.

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Procuram-se heróis de verdades

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Em um dos meus momentos saudosistas, estive pensando na minha infância. Dentre as inúmeras recordações, uma coisa me chamou atenção, a capacidade que tinha de acreditar em heróis. Lembro-me de passar horas no quintal de casa com irmãos e amigos imaginando vilões para serem combatidos, aquela típica visão romântica do bem contra o mal.

Encontrávamos nos desenhos animados inspiração para nossas odisséias. Lembro até hoje da risada maligna do Esqueleto, que só podia ser detido pela força incrível de He-men. As aventuras vividas por aquele grupo de crianças na Caverna do Dragão também era um combustível e tanto para imaginação, quantas vezes fantasiei uma batalha contra o Vingador e um encontro inesperado com o Mestre dos Magos. Também não dá para esquecer do Capitão Planeta, que além de enfrentar mentes perversas, dava dicas de como preservar a Terra.

Hoje em dia, passados alguns anos, ficou mais difícil acreditar nos super-heróis. Mas a luta contra o mal continua, e os inimigos são inúmeros: o defenestrador de identidade secreta, que ataca uma criança indefesa; o grupo de invasão coletiva, prejudicando pesquisas científicas e exploradores sexuais que surgem a cada dia. Há também, os vilões escondidos atrás da cara de bom moço e do discurso bonito, sabe como é, ano eleitoral. Dentre tantos, inimigos o que mais tem atemorizado as autoridades é o Aedes Egipty. O pequeno mosquito prova que tamanho não é documento, tem feito vítimas e se alastrado à custa do descaso da população.

Mas ao que parece, o time do bem anda meio desfalcado. Em meio a tantos problemas, em quem nós vamos depositar nossa confiança para nos proteger do perigo iminente? No time do interior prestes a chegar à final do Gauchão ou na Miss Brasil que vai levar a beleza gaúcha para o mundo todo? Nenhum me parece muito convincente. Talvez seja melhor aguar pelo Capitão Planeta.

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Sobre este blog

Se tenho um blog e tenho um trabalho de faculdade a fazer, porque não compartilhar essas histórias? Decidi escrever aqui sobre as pessoas que encontro durante a realização do projeto experimental para conclusão do curso de Jornalismo na UFSM. Espero que a leitura desses erelatos seja um prazer.

Quem sou eu

Brazil
Estudante de jornalismo. Uma polaca paranaense perdida nas terras gaúchas, mas que não esqeceu suas origens, pois, como disse Paulo Leminski, "pinheiro não se transplanta".

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