A Polônia não pereceu...

Na década de 1990 – o ano eu não me recordo – meu pai foi à Polônia pela primeira vez. Na ocasião, minha bisavó, que é filha de imigrantes poloneses, pediu que meu pai lhe trouxesse um vidrinho com terra da Polônia. Era a maneira de ela conhecer o solo da pátria de seus pais, para onde eles sonhavam voltar um dia. Infelizmente, assim como tantos outros colonos, não puderam realizar esse sonho.

Há dois dias pisei em terras polonesas pela primeira vez. É como se eu estivesse realizando um pouco daquilo que eles sonhavam. Mas a Polônia é muito mais do que a terra de nossos avôs ou bisavôs.

Com a história marcada por guerras e invasões, há edifícios que remontam a uma época sombria para os polacos, mas essas são minorias. Em geral a Polônia é um país moderno, que foi quase na totalidade reconstruído após a II Guerra Mundial. O domínio comunista a que os poloneses estavam submetidos na época da reconstrução se evidencia no estilo das cidades, especialmente na vias largas que evidenciavam o poder do partido comunista.

O povo polonês que um dia teve que abandonar seu país em busca de melhores condições de vida, hoje deve se orgulhar pelo desenvolvimento do país. Mesmo assim, os polacos não deixaram de preservar sua história. Símbolos marcantes do sofrimento do povo são mantidos, talvez para que as novas gerações conheçam e saibam admirar a história da Polônia. História essa que pretendo aprender e compartilhar nos próximos dias. Quase jornalista que sou, carrego sempre comigo o bloco, a caneta e a câmera fotográfica. Espero que minhas anotações rendam bons textos.

Do zobaczenia
*Até logo

O contraste de estilos arquitetônicos. O prédio da frente é um moderno shopping de Varsóvia, capital da Polônia. Ao fundo, vê-se o prédio mal visto pelos polacos por ser um símbolo do domínio comunista.

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A Polônia não pereceu...

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Na década de 1990 – o ano eu não me recordo – meu pai foi à Polônia pela primeira vez. Na ocasião, minha bisavó, que é filha de imigrantes poloneses, pediu que meu pai lhe trouxesse um vidrinho com terra da Polônia. Era a maneira de ela conhecer o solo da pátria de seus pais, para onde eles sonhavam voltar um dia. Infelizmente, assim como tantos outros colonos, não puderam realizar esse sonho.

Há dois dias pisei em terras polonesas pela primeira vez. É como se eu estivesse realizando um pouco daquilo que eles sonhavam. Mas a Polônia é muito mais do que a terra de nossos avôs ou bisavôs.

Com a história marcada por guerras e invasões, há edifícios que remontam a uma época sombria para os polacos, mas essas são minorias. Em geral a Polônia é um país moderno, que foi quase na totalidade reconstruído após a II Guerra Mundial. O domínio comunista a que os poloneses estavam submetidos na época da reconstrução se evidencia no estilo das cidades, especialmente na vias largas que evidenciavam o poder do partido comunista.

O povo polonês que um dia teve que abandonar seu país em busca de melhores condições de vida, hoje deve se orgulhar pelo desenvolvimento do país. Mesmo assim, os polacos não deixaram de preservar sua história. Símbolos marcantes do sofrimento do povo são mantidos, talvez para que as novas gerações conheçam e saibam admirar a história da Polônia. História essa que pretendo aprender e compartilhar nos próximos dias. Quase jornalista que sou, carrego sempre comigo o bloco, a caneta e a câmera fotográfica. Espero que minhas anotações rendam bons textos.

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O contraste de estilos arquitetônicos. O prédio da frente é um moderno shopping de Varsóvia, capital da Polônia. Ao fundo, vê-se o prédio mal visto pelos polacos por ser um símbolo do domínio comunista.

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Sobre este blog

Se tenho um blog e tenho um trabalho de faculdade a fazer, porque não compartilhar essas histórias? Decidi escrever aqui sobre as pessoas que encontro durante a realização do projeto experimental para conclusão do curso de Jornalismo na UFSM. Espero que a leitura desses erelatos seja um prazer.

Quem sou eu

Brazil
Estudante de jornalismo. Uma polaca paranaense perdida nas terras gaúchas, mas que não esqeceu suas origens, pois, como disse Paulo Leminski, "pinheiro não se transplanta".

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