Impressões de uma quase jornalista

Para ser um bom jornalista é preciso curiosidade, sensibilidade, perspicácia e precisão. Tem que saber perguntar e saber ouvir. Mais do que um bom texto, é preciso ter cultura ampla. Essas características sempre em disseram que são fundamentais para um bom repórter. Mas antes mesmo de julgar que as desenvolvo bem, descobri uma série de fatores que são fundamentais.

Em busca de boas histórias realmente é preciso sujar o sapato. E o carro também, rodando por estradas do interior logo após uma chuva de verão. Sempre atento para não atropelar a galinha que atravessa a estrada com a sua ninhada. Nessas andanças, o senso de localização é essencial para encontrar a casa do Fulano, seguindo indicações não muito precisas:

- Perto da Igreja da Anta Ruiva, depois da subida.

O que facilita o trabalho é saber reconhecer a casa de um polaco: a madeira pintada com cores vivas, muitas vezes com lambrequins no beiral. Em torno da casa crescem flores das mais variadas espécies.

Localizada a casa certa, vem outro desafio: contornar o ar de desconfiado do polaco. Quando um jovem desconhecido bate no portão da sua casa, pedindo que lhe contem as histórias de sua vida, a expressão de estranhamento é sempre a mesma. Explicar que se trata de um trabalho para a faculdade geralmente é muito pouco para pessoas que por poço tempo freqüentaram a escola. Nesses casos, como se trata de uma cidade pequena, falar o sobrenome sempre ajuda na identificação.

Vencidas as barreiras iniciais, as conversas costumam ser agradáveis. Pessoas com mais de 90 anos, estão sempre dispostas a contar histórias de suas vidas, basta alguém com boa vontade para ouvi-las.

E assim, eu vou unindo duas coisas que me apaixonam: o jornalismo e a história da colonização polonesa na minha cidade natal, São Mateus do Sul. A partir de hoje, me proponho a postar aqui todas as minhas percepções e as histórias interessantes que encontro no desenvolvimento do projeto experimental com o qual pretendo, através do perfil de idosos, filhos de imigrantes poloneses, resgatar a história da colonização. Sinceramente, não espero que alguém, além de mim mesma, leia, mas se você está lendo, tem meu agradecimento.

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Impressões de uma quase jornalista

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Para ser um bom jornalista é preciso curiosidade, sensibilidade, perspicácia e precisão. Tem que saber perguntar e saber ouvir. Mais do que um bom texto, é preciso ter cultura ampla. Essas características sempre em disseram que são fundamentais para um bom repórter. Mas antes mesmo de julgar que as desenvolvo bem, descobri uma série de fatores que são fundamentais.

Em busca de boas histórias realmente é preciso sujar o sapato. E o carro também, rodando por estradas do interior logo após uma chuva de verão. Sempre atento para não atropelar a galinha que atravessa a estrada com a sua ninhada. Nessas andanças, o senso de localização é essencial para encontrar a casa do Fulano, seguindo indicações não muito precisas:

- Perto da Igreja da Anta Ruiva, depois da subida.

O que facilita o trabalho é saber reconhecer a casa de um polaco: a madeira pintada com cores vivas, muitas vezes com lambrequins no beiral. Em torno da casa crescem flores das mais variadas espécies.

Localizada a casa certa, vem outro desafio: contornar o ar de desconfiado do polaco. Quando um jovem desconhecido bate no portão da sua casa, pedindo que lhe contem as histórias de sua vida, a expressão de estranhamento é sempre a mesma. Explicar que se trata de um trabalho para a faculdade geralmente é muito pouco para pessoas que por poço tempo freqüentaram a escola. Nesses casos, como se trata de uma cidade pequena, falar o sobrenome sempre ajuda na identificação.

Vencidas as barreiras iniciais, as conversas costumam ser agradáveis. Pessoas com mais de 90 anos, estão sempre dispostas a contar histórias de suas vidas, basta alguém com boa vontade para ouvi-las.

E assim, eu vou unindo duas coisas que me apaixonam: o jornalismo e a história da colonização polonesa na minha cidade natal, São Mateus do Sul. A partir de hoje, me proponho a postar aqui todas as minhas percepções e as histórias interessantes que encontro no desenvolvimento do projeto experimental com o qual pretendo, através do perfil de idosos, filhos de imigrantes poloneses, resgatar a história da colonização. Sinceramente, não espero que alguém, além de mim mesma, leia, mas se você está lendo, tem meu agradecimento.

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Sobre este blog

Se tenho um blog e tenho um trabalho de faculdade a fazer, porque não compartilhar essas histórias? Decidi escrever aqui sobre as pessoas que encontro durante a realização do projeto experimental para conclusão do curso de Jornalismo na UFSM. Espero que a leitura desses erelatos seja um prazer.

Quem sou eu

Brazil
Estudante de jornalismo. Uma polaca paranaense perdida nas terras gaúchas, mas que não esqeceu suas origens, pois, como disse Paulo Leminski, "pinheiro não se transplanta".

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